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SEREMAQ 2026: NR-12, normas técnicas e apreciação de riscos na segurança de máquinas

Foto do escritor: Assessoria UniSafety Soluções
Assessoria UniSafety Soluções
23 de set.
5 min de leitura

Guilherme Neto, sócio fundador da UniSafety, participou do 3º Seminário Regional de Segurança de Máquinas da ABIMAQ, onde abordou regulamentação, normas técnicas e apreciação de riscos.

A segurança de máquinas envolve diferentes aspectos que precisam ser considerados ao longo do desenvolvimento, da adequação e da utilização dos equipamentos. Entre eles estão o atendimento à NR-12, a aplicação das normas técnicas e a identificação e redução dos riscos associados às máquinas.


Esses foram alguns dos principais assuntos discutidos no 3º Seminário Regional de Segurança de Máquinas da ABIMAQ, realizado em Curitiba, nesta quinta-feira (23). Na programação, Guilherme Neto, engenheiro e sócio fundador da UniSafety, participou em dois momentos.


Em sua primeira palestra, com o tema “NR-12: Segurança em Máquinas”, Guilherme abordou a evolução da NR-12 e sua relação com as normas técnicas.


Na sequência, a programação avançou para uma abordagem mais aprofundada sobre a metodologia da ISO 12100 e a importância de considerar a segurança desde o projeto das máquinas, com a palestra “Uma visão ampla da Segurança de Máquinas: Princípios Gerais de Projeto e Apreciação de Riscos”. Confira abaixo os principais pontos apresentados em cada palestra.


A evolução da NR-12 e a relação com as normas técnicas


A primeira palestra trouxe um panorama sobre a evolução da NR-12 e a forma como a regulamentação passou a se relacionar de maneira mais próxima com as normas técnicas. Publicada pela primeira vez em 1978, a norma passou por uma atualização significativa em 2010, quando deixou de apresentar apenas um conjunto mais enxuto de requisitos e passou a reunir uma estrutura mais ampla, com diferentes capítulos e anexos.


A mudança representou um avanço na forma de tratar a segurança de máquinas no Brasil. Ao comentar esse processo, Guilherme Neto lembrou que a atualização de 2010 ajudou o país a se aproximar das práticas adotadas internacionalmente na área.


A relação entre a NR-12 e as normas técnicas ganhou ainda mais importância com a atualização de 2019. A partir dela, documentos da ABNT e referências internacionais passaram a complementar a regulamentação, estabelecendo critérios técnicos para diferentes situações e categorias de máquinas.


“Você tem que entender a norma, mas você tem que entender também a base técnica daquela norma”, afirmou o engenheiro ao abordar a necessidade de conhecer os fundamentos que estão por trás dos requisitos de segurança.


Entre as referências utilizadas estão as normas do tipo C, elaboradas para categorias específicas de máquinas. Por tratarem de equipamentos determinados, elas podem estabelecer requisitos mais específicos do que aqueles apresentados de forma geral na NR-12. A aplicação dessas normas, portanto, depende da identificação correta dos documentos técnicos relacionados a cada equipamento.



Histórico de acidentes não é suficiente para avaliar o risco


Outro ponto discutido durante a palestra foi a percepção de que uma máquina é segura porque nunca provocou um acidente. Para Guilherme, esse tipo de avaliação pode esconder riscos que ainda não se manifestaram.


Um dos exemplos apresentados foi o de um trabalhador de Curitiba que tinha mais de 20 anos de experiência como torneiro e cerca de 10 anos de trabalho com determinada máquina. Mesmo sem histórico de acidentes ou quase acidentes, ele acabou sofrendo uma ocorrência que resultou na perda dos dois braços. O caso foi citado para mostrar que a experiência do trabalhador e a ausência de ocorrências anteriores não são suficientes para determinar se uma máquina apresenta um nível de risco aceitável. 


A preocupação é especialmente relevante diante da realidade de máquinas antigas, sistemas de segurança desatualizados e procedimentos inadequados, como em situações em que os trabalhadores não recebem treinamento suficiente. A análise de segurança precisa considerar essas condições, independentemente do histórico de acidentes.


A apreciação de riscos começa pelos limites da máquina


Na segunda palestra do SEREMAQ 2026, o conteúdo avançou para os princípios gerais de projeto e para a metodologia de apreciação de riscos prevista na ISO 12100.


De acordo com o engenheiro Guilherme, o processo começa pela definição dos limites da máquina. Essa etapa considera a finalidade prevista para o equipamento, as pessoas que irão utilizá-lo, as operações realizadas e as condições de utilização. 


“A primeira coisa que você tem que fazer é determinar os limites da máquina. A partir daí, são identificados os perigos, estimados os riscos e definidas as medidas necessárias para reduzi-los”, explicou.


A definição é importante também para evitar que alterações na operação criem condições diferentes daquelas consideradas durante o projeto. Durante a apresentação, Guilherme utilizou como exemplo uma máquina cuja disposição dos trabalhadores foi modificada para aumentar a produção. A mudança alterou as condições de utilização originalmente previstas e também interferiu nas medidas de proteção existentes.


Nesse tipo de situação, aumentar a produção não deve significar simplesmente alterar ou retirar uma proteção. É preciso avaliar novamente os limites da máquina e os riscos decorrentes da nova condição de operação.


Redução de riscos deve começar no projeto


A apreciação de riscos também está relacionada à própria concepção da máquina. Durante a palestra, o engenheiro explicou que a metodologia da ISO 12100 estabelece uma sequência para redução dos riscos, priorizando medidas que eliminem ou reduzam o perigo na origem.


Mudanças na geometria da máquina, nas distâncias entre componentes ou na velocidade de determinados movimentos podem, por exemplo, reduzir um risco sem a necessidade de acrescentar posteriormente um dispositivo de proteção. Quando isso não é suficiente, podem ser adotadas medidas como proteções fixas ou móveis, cortinas de luz e outros dispositivos de segurança.


Depois dessas etapas, entram as informações para uso, sinalização, procedimentos e demais medidas necessárias para lidar com os riscos residuais. O processo é repetido até que o risco seja adequadamente reduzido.


Segundo Guilherme, a lógica apresentada também se contrapõe à ideia de que a segurança necessariamente reduz a produtividade. Em determinados casos, a própria definição correta dos limites e das características da máquina permite manter a produção sem tirar medidas de proteção ou criar novas condições de risco.


Novos desafios para a segurança de máquinas


A evolução dos equipamentos também amplia os temas que precisam ser considerados na segurança de máquinas. Entre eles estão a inteligência artificial, o aprendizado de máquina, o controle remoto e a cibersegurança.


A presença de sistemas conectados e de novas formas de controle faz com que determinadas ameaças tecnológicas também precisem ser avaliadas quando podem afetar a segurança dos trabalhadores.


Para o engenheiro, é preciso começar a pensar em cybersecurity dentro da segurança de máquinas. A revisão também considera situações relacionadas a comportamentos que podem se modificar com o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina. 


A discussão apresentada no 3º Seminário Regional de Segurança de Máquinas da ABIMAQ mostra que a avaliação de riscos precisa considerar não apenas os perigos tradicionais de uma máquina, mas também aqueles associados às novas tecnologias incorporadas aos equipamentos.





UniSafety na segurança de máquinas

A presença em discussões técnicas nacionais e internacionais permite acompanhar a evolução dos requisitos e dos métodos utilizados na área, contribuindo para uma atuação baseada em referências técnicas atualizadas.


A UniSafety Soluções é uma empresa especializada em Segurança do Trabalho, com atuação focada em soluções para máquinas e equipamentos. Sua estrutura é formada por profissionais com competências complementares, que trabalham de forma integrada para atender objetivos técnicos, legais e estratégicos dos clientes.


Para conhecer mais sobre a atuação da UniSafety em segurança de máquinas e equipamentos, acesse unisafety.com.br.


 
 
 

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